Levantes violentos de trabalhadores na maior fábrica de iPhone do mundo, localizada em Zhengzhou, no centro da China, interromperam ainda mais o já apertado fornecimento da Apple nesta semana. Os protestos levantaram questões sobre como a rígida política de COVID zero do país afetará as empresas globais de tecnologia.
Os distúrbios ocorreram na unidade da Foxconn, principal montadora dos iPhones da Apple. Trabalhadores relataram quebra de promessas de bônus oferecidos a novos funcionários, o que desencadeou os confrontos. A situação expôs a fragilidade da cadeia de suprimentos da gigante de Cupertino, que depende fortemente da produção concentrada na China.
A política de COVID zero da China, que impõe lockdowns severos e restrições de movimento, tem pressionado a força de trabalho em todo o setor industrial. No caso da Foxconn, as medidas sanitárias rigorosas, combinadas com condições de trabalho questionáveis e promessas não cumpridas de remuneração extra, criaram um ambiente de insatisfação que culminou nos protestos.
O impacto para a Apple é significativo: a fábrica de Zhengzhou é responsável pela maior parte da montagem dos modelos iPhone 14 Pro e Pro Max, justamente os aparelhos de maior margem da empresa. Com a aproximação da temporada de festas de fim de ano, qualquer interrupção na produção pode resultar em atrasos nas entregas e perda de receita.
Fonte original: CNN Business.